Monitorização prolongada com o PoIP identifica arritmia
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Monitorização prolongada com o PoIP identifica arritmia

Método mostra resultado que outros não identificaram

Paciente de 55 anos, italiano, sofreu um AVC há 6 meses, na Itália. Teve recuperação plena sem sequelas (apenas imagem hipodensa à TC de crânio). Não tabagista, não diabético, esportista, com hipertensão arterial leve controlada.Holter de 24 hs, ecocardiograma e teste ergométrico sem alterações. Recebeu diagnóstico de AVC criogênico e prescrição de AAS.

Voltou a cidade de Belo Horizonte/MG, onde trabalha e procurou uma segunda opinião sobre seu caso. Foi sugerida a monitorização ambulatorial prolongada,utilizando o PoIP Mobile, em decorrência de palpitações esporádicas. Nos 3 primeiros dias de monitorização o paciente não apresentou alterações do ritmo.No quarto dia, após uma partida de tênis foram registrados episódios repetitivos de fibrilação atrial de curta duração (segundos) durante um período de aproximadamente 20 minutos. No sexto dia, foi identificado um episódio de FA por 4 horas durante as palpitações.

A monitorização prolongada foi muito importante por permitir o diagnóstico da arritmia e sua correlação com o sintoma. Existe ainda grande possibilidade de que a fibrilação atrial tenha relação causal com o AVC, inicialmente sem explicação. Além disso, a ocorrência de AVC num paciente com FA paroxística e hipertenso significa um CHADS2 = 3 e indicação absoluta de anticoagulante oral e não AAS.

Eduardo B Sternick, MD, PhD

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